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6 dicas para viajar sozinha e não se meter em furadas

Enfrentar a “crise dos 30 anos” viajando sozinha para a Europa com um orçamento tão apertado foi, sem dúvidas, uma experiência incrível para a brasiliense Rayane Azevedo, 31 anos, que atualmente está com um financiamento coletivo para publicação do livro impresso baseado em sua viagem no Catarse.

Planejar uma viagem não é tarefa fácil, muito menos para quem vai sozinha e tem um orçamento que foge das viagens luxuosas das fotos maravilhosas postadas nas redes sociais.

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Durante o tempo que Rayane ficou mochilando pela Europa e visitou a Holanda, Alemanha, Polônia, República Tcheca, Hungria, Áustria e Espanha em trinta e oito dias, ela anotou tudo o que deu certo e o que foi furada.

“Viajar sozinha às vezes pode ser desesperador. Quando atravessei o saguão do aeroporto de Amsterdã, percebi que apenas as dicas que vi na internet não eram suficientes, porque está lá era bem diferente do que li. Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo e me dei conta que não poderia voltar atrás. Decidi que anotaria tudo o que acontecesse comigo e compartilharia todas as informações com o maior número de pessoas”, conta Rayane.

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Para quem quer viajar sozinha, mas tem medo do que está por vir, Rayane compartilha 6 dicas fundamentais para você fazer o mochilão dos sonhos e cair no mundo sozinha.

1 – Fique em albergue

Para quem viaja sozinha, a melhor opção é ficar em albergue. Por ser mais barato que hotel e ainda ter a possibilidade de conhecer pessoas de todos os lugares do mundo.

Uma opção que vem ganhando mercado é o couchsurfing, que é quando você fica na casa de alguém sem pagar nada. O único contra desta opção é que, se o proprietário trabalha e passa o dia todo fora de casa, você vai passar a maior parte do tempo sozinha. Isso vale para AirBnB. Se sua intenção é ficar sozinha, essa é uma boa opção, mas se não é, aposte nos hostels.

No albergue, mesmo você sendo mais introvertida, sempre haverá um momento que terá de interagir com alguém. Seja quando estiver no quarto ou na cozinha, alguém vai falar com você. Aí é a hora de você perder a vergonha e se jogar na conversa e, quem sabe, fazer amigos para levar para a vida toda.

2 – Saiba o básico da língua local

Pode parecer bobagem saber o básico da língua local, mesmo se você é expert em inglês. Só que dependendo do destino, nem todo mundo tem o privilégio de saber a língua mais falada do mundo.

Você não precisa saber tudo sobre o idioma. Basta saber o nome dos pratos típicos, das saudações e de como eles pronunciam as atrações turísticas.

Se você tiver perdida na rua e não tiver acesso à internet ou estiver sem mapa, será de grande valia se você for capaz de perguntar à alguém como faz para chegar em tal lugar, mesmo que seja através de mímicas e com poucas palavras do idioma.

Ou se você chegar na cidade morrendo de fome, entrar em um restaurante local e pedir o menu em inglês e receber o cardápio na língua local, pode correr o risco de comer a comida mais estranha da sua vida por não saber nadinha sobre a cultura deles.

Além disso, não custa nada ser educada e dar bom dia, boa tarde, boa noite. Pode ter certeza que, mesmo parecendo “jeca” falando, você vai receber sorrisos sinceros e ser muito bem atendida.

3 – Faça walking tour

Os passeios a pé vêm ganhando destaque mundo afora por ser a opção mais barata de conhecer, mesmo que por fora, os pontos turísticos mais famosos da cidade. Geralmente, os guias são jovens e estão dispostos a ganhar sua atenção (e simpatia) a todo custo para você dar uma boa contribuição no final do tour.

E pessoas do mundo inteiro estão lá com o mesmo objetivo que o seu: conhecer a cidade. Não custa você interagir com o pessoal e combinar o próximo destino, assim que o passeio acabar.

Além de não ficar sozinha por muito tempo, pode conhecer um paquera ou formar um grupo legal de viajantes para curtir o pôr do sol no ponto mais alto da cidade ou já emendar no happy hour.

4 – Saiba como funciona o transporte público do destino

Mesmo que sua ideia seja bater perna pela cidade, pode ter certeza que quando menos esperar vai precisar pegar um transporte público pelo menos uma vez. E saber como ele funciona ou onde comprar o bilhete é superimportante.

Nem tudo está escrito na internet, por isso é interessante você observar como os moradores fazem e fazer igual. Não pense em tentar burlar o sistema e entrar no tram (bonde) achando que nenhum fiscal vai ver. Ele vai ver, vai te cobrar a passagem e, como você não tem, vai te aplicar uma multa. Mesmo você jogando todo o seu charme e acrescentar com a famosa frase dos brasileiros “sou de fora, não sei como funciona”, o fiscal não está nem um pouco preocupado com isso.

Saber, como usar o transporte vai te livrar de gastos desnecessários.

5 – Leve poucas coisas

Viajar sozinha requer praticidade! Não adianta você levar uma mochila enorme que caiba tudo o que você acha que vai usar e chegar no destino e ter de carregá-la sozinha. Nem todo mundo vai ter a compaixão de te ajudar ao te ver parecendo uma tartaruga com a enorme mochila nas costas.

Não pense também que uma enorme mala de rodinhas vai facilitar sua vida. Na verdade, vai te atrapalhar mais ainda. Ela não vai caber no armário do albergue e arrastá-la pelas ruas cheia de paralelepípedo será um inferno, principalmente se a rodinha quebrar no meio do caminho.

Ah, não leve roupas e calçados desconfortáveis ou que você nunca usou. Você vai se arrepender te der levado e pode perder o restante da viagem por causa de uma bolha no pé. Ou vai ter que usar a calça larga o restante da viagem, porque insistiu em levar uma que aperta a barriga e só conseguiu usar uma vez.

Leve apenas o necessário! E se achar que levou coisa demais, que tal doar algumas peças para o primeiro morador de rua que encontrar?

6 – Guarde seu dinheiro em vários locais

Nem todas as mulheres gostam de andar com o porta-dólar incomodando dentro das calças. A melhor maneira de manter seu dinheiro seguro é espalhá-lo por vários locais. Deixe uma pequena quantia na carteira (o que você vai usar naquele dia) e o restante espalhe nos bolsinhos da bolsa e alguns até dentro do sapato.

Sim, dinheiro dentro da meia vale! Você não vai querer perder todo seu dinheiro porquê o colocou na bolsa e foi assaltada.

Se no albergue tiver armário e você tiver cadeado, deixe um pouco lá também. Se você levar tudo com você e for assaltada o assaltante ficará rico com o pouco que você tem e você ficará sem nadica de nada!

No livro Trintando pela Europa, Rayane conta muitas outras dicas de como se virar sozinha num país desconhecido. Para quem quiser ajudar a ter o livro publicado e apoiar uma causa tão bacana, as doações e recompensas podem ser acessadas no site:  www.catarse.me/trintando_pela_europa_o_livro.

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